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Trombose venosa profunda em voos de longa duração: saiba como evitar


Manter-se parado durante grandes períodos de viagem pode trazer graves consequências, merecendo sua atenção

Durante voos longos, cada pessoa se comporta de uma maneira. Alguns se concentram em ler um livro ou revista, outros focam no entretenimento de bordo. Há pessoas que escutam música ou jogam no seu próprio dispositivo, passam tempo com os snacks oferecidos. Também há voos que disponibilizam internet a bordo. Com tantas possibilidades, há também um grupo de passageiros que tem uma estratégia biológica mais eficaz: dormir. Ajusta-se o travesseiro, coloca-se o fone para evitar qualquer ruído e boa soneca!

Com os avanços na aviação civil, a diminuição de custos de viagens aéreas e o melhor desempenho econômico da população, voar tem sido cada vez mais acessível. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2016, cerca de 115 milhões de brasileiros utilizaram o avião como meio de transporte. Mundialmente, fala-se em cerca de 3,5 bilhões de passageiros por ano. Os avanços tecnológicos também tem possibilitado o desenvolvimento de rotas cada vez mais longas, sem a necessidade de escalas. Hoje, há voos que podem superar 17 horas de duração, algo inimaginável alguns anos atrás. Com toda essa euforia, as companhias têm verificado formas de manter seus passageiros ocupados durante todo o tempo de viagem. No entanto, os médicos estão preocupados com um fenômeno antes não tão perceptível: o desenvolvimento de tromboses venosas profundas.

O problema

Atingindo, na maioria dos casos, a região das pernas, a trombose venosa profunda é a coagulação do sangue nas veias profundas. Embora essa coagulação seja um mecanismo de defesa do corpo, quando ocorre em momento ou local inadequado, trata-se de uma patologia, causando, entre outros sintomas, inchaço, vermelhidão e dor. O problema ocorre quando a pessoa passa muito tempo sem se movimentar, e necessita atenção, já que esses coágulos podem sair pela corrente sanguínea e atingir órgãos vitais, como os pulmões. Nesses casos, pode causar também forte dor no peito e problemas na respiração.

Na maioria das vezes, a trombose se manifesta em pacientes hospitalizados, que estão com a mobilidade reduzida. No entanto, ela também pode acontecer em outras situações, como em viagens longas. De acordo com o Dr. Leonardo Nóbrega, da Clínica de Veias, o tempo de viagem influencia muito no risco de desenvolvimento da doença. “Um dos fatores é a imobilidade física prolongada, como se sentar por um período prolongado.
Acredita-se que o indivíduo que permanecer sentado e imobilizado por um intervalo de tempo igual ou maior do que seis horas já está se submetendo a uma condição de risco para trombose”, explica.

Embora muito relacionada à classe econômica, com assentos estreitos e pouco espaço disponível para as pernas, os estudos têm mostrado que o problema pode se desenvolver em passageiros de todas as classes, principalmente aqueles que estão próximos à janela e portanto têm menos liberdade para se movimentar. Assim, é importante todos estarem atentos à doença, já que os fatores que podem influenciar no seu desenvolvimento afetam a todos os passageiros, sendo eles:

  • Baixa pressão dentro da aeronave, que pode provocar a ativação da via extrínseca da coagulação;
  • Ficar sentado por muito tempo, propiciando a não movimentação de pernas e braços;
  • Desidratação, desencadeada pela baixa umidade do ar e intensificada pelo consumo de café, chá e álcool servidos durante o voo, todas bebidas diuréticas;
  • A duração do voo, já que quanto maior o tempo de exposição a essas situações, maiores as chances de se desenvolver a trombose.

Além disso, o passageiro em si pode ter fatores que também predisponham à doença, como o uso de anticoncepcionais orais, realização de terapias de reposição hormonal, obesidade, câncer, realização recente de cirurgias, gestantes, hospitalização recente, além de pessoas que já tenham distúrbios de coagulação.

Cuidados

Com tantos comportamentos de risco, é preciso estar atento ao modo como se encaram essas grandes jornadas. Dessa forma, algumas providências podem diminuir consideravelmente a probabilidade de desenvolvimento da trombose venosa. A primeira delas é estar atento à hidratação durante a viagem. Além de evitar bebidas diuréticas, é importante consumir a quantidade adequada de água.

Outras dicas importantes são evitar cruzar as pernas, procurar esticá-las periodicamente e mudar sua posição. As roupas merecem atenção, sendo recomendável a utilização de tecidos mais leves e peças não apertadas.
Já quanto aos assentos, orienta-se que sejam optados aqueles localizados próximos ao corredor, que dão maior liberdade ao passageiro e possibilitam maior facilidade de locomoção na aeronave. Também é indicado que a pessoa mantenha a movimentação ativa de pés e pernas, como a dorsiflexão plantar. Recomenda-se ainda andar um pouco durante o voo, como para ir ao banheiro, por exemplo.

Em algumas pessoas com fatores de risco, e sob recomendação médica, pode-se utilizar também meias elásticas de compressão graduada e medicamentos anticoagulantes. O Dr. Alcides Araújo, que também atende na Clínica de Veias, recomenda uma visita a um especialista em angiologia. “O médico analisará seu quadro e, caso esteja em algum grupo de risco, lhe indicará as recomendações adequadas”, explica.

Exercícios

Além do constante movimento durante a viagem, os doutores Leonardo Nóbrega e Alcides Araújo indicam alguns exercícios que podem diminuir consideravelmente os riscos de desenvolvimento da doença. Entre eles, estão o ato de fazer movimentos circulares no ar com as pontas dos dedos e pé, e também erguer os dedos do pé com o calcanhar apoiado no chão. Esses movimentos devem ser repetidos a cada 30 segundos.

Além disso, ele indica também que se levante o joelho e o leve em direção ao peito, deixando-o na posição entre 10 e 15 segundos. Esse exercício deve ser repetido cerca de 10 vezes, alternando-se as pernas. Outro exercício interessante é que, estando sentado, marche-se movimentando todos os músculos da coxa, repetindo-se o exercício a cada 30 segundos.

“Esses exercícios não devem ser realizados se causarem dor ou desconforto, ou se não forem recomendados por seu médico”, pondera Leonardo Nóbrega.

Viagens terrestres

Embora muito associada a viagens aéreas, por sua maior duração e reduzida locomoção, a trombose venosa também pode ser desenvolvida em viagens terrestres. Acidentes, engarrafamentos, filas em pedágios, entre outras situações, podem forçar o passageiro a ficar muito tempo dentro do automóvel, não se movimentando. O conforto das poltronas também pode ser mais um incentivo à pessoa para que não se movimente, ainda mais quando tem dispositivos de entretenimento à sua disposição.

Por último, é importante estar atento a motoristas de ônibus e caminhoneiros, que podem passar horas expostos à mesma posição, em poltronas confortáveis e altas temperaturas.

Saiba mais sobre o Dr. Alcides Araújo

Nascido em Três Pontas, em Minas Gerais, graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Barbacena (1994). Fez Residência Médica em Cirurgia Geral no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG – 1995 e 1996) e em Angiologia e Cirurgia Vascular no Hospital de Base do Distrito Federal (2005 e 2006). Ele tem Mestrado em Ciências para a Saúde pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS/FEPECS/SES/DF – 2015). É Angiologista e Cirurgião Vascular da Clínica de Veias e Angiologista e Cirurgião Vascular do Hospital de Base do Distrito Federal, ambos desde 2007. Além disso, tem título de Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e pela Associação Médica Brasileira.

No currículo traz, ainda, o Certificado de Especialista em Ecografia Vascular com Doppler pela Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Ele é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da International Society of Thrombosis and Haemostasis (ISTH – EUA), da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e da Society for Vascular Surgery (SVS – EUA), desde 2014.

Saiba mais sobre o Dr. Leonardo Pires de Sá Nóbrega

Nascido em João Pessoa, na Paraíba, graduou-se em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (2001). Fez Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário da UFPB (2002-2003) e em Angiologia e Cirurgia Vascular no Hospital de Base do Distrito Federal (2004 e 2005). Ele é Angiologista e Cirurgião Vascular da Clínica de Veias desde 2007, e Angiologista e Cirurgião Vascular do Hospital de Base do Distrito Federal desde 2008. Além disso, tem título de Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira.

No currículo traz, ainda, o Certificado de Especialista em Ecografia Vascular com Doppler, pela Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. É também membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (2006), do American College of Phlebology (2011) e da Society for Vascular Surgery (2015).

Saiba mais sobre a Clínica de Veias

A Clínica de Veias busca oferecer serviços de excelência nas especialidades médicas de Angiologia, Cirurgia Vascular e Ecografia Vascular com Doppler. Trata-se de uma unidade médica especializada no tratamento e exames de doenças da circulação. Entre elas: varizes, trombose venosa, inchaço e dor nas pernas, alterações nas artérias e vasos linfáticos.

Os médicos, altamente comprometidos e com títulos de especialistas, preocupam-se em fornecer as mais atualizadas e eficientes modalidades de tratamento disponíveis, com seriedade, honestidade, informação e completa transparência, onde tudo é feito visando sempre o bem-estar, a segurança, o conforto e a satisfação de nossos clientes.

Nosso trabalho é focado em valores como ética, transparência, humanização, credibilidade e inovação contínua. Venha conhecer nossas instalações e saber mais sobre nossos serviços. A Clínica de Veias funciona no seguinte endereço: SEPS 715/915, Edifício Pacini, Conjunto A, Bloco D, Salas 317/318, Asa Sul, Brasília – DF.
Fones: 3202-4332 – 3202-4232 – 8131-2721

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